Na passada terça-feira decidi abrir uma caixinha especial na qual eram vocês, queridos leitores, a escrever uma mensagem para vocês mesmos! Logo de inicio achei uma tarefa muito importante para a grande maioria, pois apesar de ter muitas respostas (e sou imensamente grato por isso), não foram na proporção habitual para uma caixa de conselhos de terça-feira.
Decidi pensar um pouco e perceber qual a razão disto, e acho que cheguei a uma conclusão bastante plausível, e lógica! A maioria, queridos leitores, acha que não são merecedores de coisas boas… ou pior ainda: se tivessem uma conversa consciente com eles mesmos não sabia exatamente aquilo que dizer, ou sentir, ou mostrar, ou pensar!
Estamos tão habituados a um regime de diálogo pessimista e negativo, que acabamos por não saber exatamente o que fazer quando recebemos boas notícias ou alguém nos elogia, o que se traduz na maioria das vezes num clichê: “Assim fico sem jeito!”. Porque na verdade não há uma auto-habituação a um registo de amor próprio e de segurança suficientes para tornar a nossa mente impagável e fortalecida no seu máximo!
Vamos fazer um exercício (o primeiro de hoje), e olhar de fora para dentro, pensando o seguinte: “Eu era capaz de viver com uma pessoa como eu, 24h por dia?” ou ainda mais “Eu consiguia ter uma pessoa como eu no meu ciclo de amigos?”. A intenção deste exercício é simples: escalar o nosso amor próprio, e perceber se estamos a ter um diálogo constante connosco mesmos de forma saudável, ou terrivelmente tóxica!
Acredito que muitos de vós, queridos leitores, mantenham com vocês mesmos um discurso nefasto que alimenta um padrão de pensamento negativo que se tornou numa enorme bola de neve. A boa notícia é que podem mudar isso! Não é a tarefa mais fácil do mundo, mas ao disciplinarem a vossa mente, vão permitir que sejam vocês a controla e não ela a vocês!
E, é aqui que vos deixo um segundo exercício, para quem estiver disposto a fazer (e quiser realmente começar a mudar o mindset): escreve numa folha tudo aquilo que gostavas de perdoar em ti mesmo. Podem ser ações do passado, comportamentos, pensamentos, e situações nas quais querias ou devias ter agido de forma diferente! Escreve tudo que sentires, e no final, com uma única frase, sente tudo isso a ser levado para bem longe de ti: “Eu liberto-me dos meus próprios dogmas em relação a mim!”
E este, queridos leitores, foi o conselho que tirei de um oráculo antes de vos escrever esta reflexão… Mas acredito que a maioria nem chegue a ler este parágrafo, por isso fica um segredo entre nós! 😉
As amarras da tua mente não te definem, a menos que tu o deixes!
Com Amor e Gratidão, Pedro
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Pedro Cascais | 2023